Diário Oficial da União - Seção 1
Portaria SVS/MS nº 344, de 1998, que a pessoa jurídica poderá importar, em caráter — página do DOU de 31/03/2022
- Seção
- Seção 1
- Data
- Edição
- 1
- Página
- 331
http://www.in.gov.br/autenticidade.html, pelo código 05152022033100331
Seção 1
XV - peticionamento eletrônico: requerimento realizado em ambiente Internet, por meio
do formulário de petição identificado por um número de transação, cujos dados são
diretamente enviados ao sistema de informações da Anvisa, sem a necessidade de envio
da documentação física à Agência;
XVI - renovação de Cota de Importação: quantidade de substância das listas A1, A2, A3,
B1, B2, C3, D1 e de plantas sujeitas a controle especial, constantes do Anexo I da
Portaria SVS/MS nº 344, de 1998, que a pessoa jurídica poderá importar, em caráter
suplementar
à
Cota
de
Importação,
mediante
solicitação
de
Autorização
de
Importação;
XVII - responsável legal: pessoa física designada em estatuto, contrato social ou ata de
constituição, incumbida de representar a pessoa jurídica, ativa e passivamente, em atos
judiciais e extrajudiciais;
XVIII - responsável técnico: profissional legalmente habilitado pelo respectivo conselho
profissional para exercer a responsabilidade técnica pela pessoa jurídica;
XIX - Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX): instrumento informatizado, por
meio do qual é exercido o controle governamental do comércio exterior no Brasil;
XX - Sistema NDS (National Drug Control System): sistema de gestão de informação que
automatiza etapas de controle de substâncias, medicamentos e plantas sujeitas a controle
especial da Portaria SVS/MS nº 344, de 1998, e de suas atualizações, nos níveis nacional
e internacional, e permite a solicitação e o processamento de Autorizações de
Importação e de Exportação de forma eletrônica;
XXI - substâncias sujeitas a controle especial: aquelas relacionadas nas listas A1, A2, A3,
B1, B2, C1, C2, C3, C5, D1, F1, F2, F3 e F4 do Anexo I da Portaria SVS/MS nº 344, de
1998, e de suas atualizações;
XXII -
padrão analítico: produto que
se utiliza como referência
analítica nas
determinações qualitativas, determinações quantitativas, na detecção de interferências ou
erros analíticos e no desenvolvimento de métodos; e
XXIII - plantas sujeitas a controle especial: aquelas relacionadas na lista E do Anexo I da
Portaria SVS/MS nº 344, de 1998, e de suas atualizações, assim como plantas que
possam originar substâncias sujeitas a controle especial.
CAPÍTULO II
COMÉRCIO INTERNACIONAL
Seção I
Locais de Entrada e Saída
Art. 5º As substâncias das listas A1, A2, A3, B1, B2, D1, F1, F2, F3 e F4 e as plantas
sujeitas a controle especial, constantes do Anexo I da Portaria SVS/MS nº 344, de 1998,
bem como os medicamentos que as contenham, podem entrar em território nacional e
sair deste somente pelos portos e aeroportos constantes do Anexo I desta Resolução.
Seção II
Importação
Art. 6º O importador deve solicitar à Anvisa, a qualquer tempo, Cota de Importação
Inicial para substâncias das listas A1, A2, A3, B1, B2, C3, D1 e de plantas sujeitas a
controle especial, constantes do Anexo I da Portaria SVS/MS nº 344, de 1998, bem como
dos medicamentos que as contenham.
§1º A Cota de Importação Inicial deve ser solicitada por substância e uma única vez,
sendo as cotas subsequentes solicitadas como Renovação de Cota de Importação.
§2º É permitida a solicitação de Cota de Importação Inicial de diferentes produtos
registrados que utilizem a mesma substância, em uma mesma petição ou em petições
separadas.
§3º A análise da solicitação de Cota de Importação Inicial é baseada nos critérios
estipulados no Anexo II desta Resolução.
§4º A Cota de Importação Inicial ou Renovação terá validade durante todo o período de
utilização da substância.
Art. 7º Independem da fixação de Cota de Importação Inicial:
I - substâncias das listas C1, C2 e C5 do Anexo I da Portaria SVS/MS nº 344, de 1998,
bem como dos medicamentos que as contenham; e
II - substâncias, plantas e medicamentos sujeitos a controle especial destinados
exclusivamente para fins de ensino, pesquisa ou desenvolvimento, incluindo pesquisa
clínica, análises ou para a produção, importação e distribuição de padrões analíticos.
Parágrafo único. Excetua-se do caput deste artigo a importação com finalidade de
fabricação de lotes-piloto destinados à comercialização.
Art. 8º Os seguintes documentos são exigidos para solicitação de Cota de Importação
Inicial:
I - formulário de petição preenchido, no que couber;
II - justificativa técnica da solicitação; e
III - estimativa da utilização e distribuição da substância, planta ou medicamento.
§1º A documentação deve ser protocolada junto à Anvisa, devidamente assinada pelo
representante legal e pelo responsável técnico do importador.
§2º O formulário de petição de que trata o inciso I deste artigo deve ser preenchido com
dados fidedignos em relação aos declarados nos BSPO.
Art. 9º A Renovação de Cota de Importação pode ser solicitada sempre que houver
insuficiência de saldo de Cota, desde que sejam atendidos os critérios constantes do
Anexo II desta Resolução.
Parágrafo único. Será indeferida a solicitação de Renovação de Cota de Importação dos
importadores que não solicitaram a Cota de Importação Inicial correspondente.
Art.10. Os seguintes documentos são exigidos para a petição de Renovação de Cota de
Importação:
I - formulário de petição, preenchido no que couber; e
II - justificativa técnica do pedido.
§1º O Formulário de Petição de que trata o inciso I deste artigo deve ser preenchido com
dados fidedignos em relação aos declarados nos BSPO.
§2º Para efeito de cálculo da Renovação de Cota de Importação, não será considerada a
estimativa da utilização e distribuição da substância, planta ou medicamento.
§3º A análise da solicitação de Renovação de Cota de Importação é baseada nos critérios
estipulados no Anexo II desta Resolução.
Art. 11. A Cota de Importação Inicial ou sua Renovação deve ser solicitada em
quantitativo equivalente à substância ativa.
Art. 12. Fixada a Cota de Importação Inicial ou sua Renovação, o importador deve
requerer a Autorização de Importação (AI).
§1º A AI a que se refere o caput deste artigo poderá ser solicitada a qualquer tempo,
desde que exista saldo de Cota de Importação.
§2ºA Cota de Importação Inicial ou sua Renovação pode ser importada de uma só vez ou
parceladamente.
§3º Para o parcelamento da Cota de Importação Inicial ou da sua Renovação, é
necessário solicitar uma AI para cada embarque.
Art. 13. As solicitações de AI, Autorização de Importação Específica (AIE) e Autorização de
Importação para fins de ensino, pesquisa ou desenvolvimento (AIP) devem ser realizadas
eletronicamente por meio do Sistema NDS, conforme o procedimento descrito na Seção
VI do Capítulo II desta Resolução.
Art.14. Para solicitações de AIE e AIP nas situações descritas abaixo, é obrigatório o envio
dos seguintes documentos por meio do Sistema NDS:
I - importação de amostras para fins de análise laboratorial: justificativa técnica detalhada
sobre a finalidade de uso, assinada pelo responsável técnico; e
II - fabricação de lotes-piloto não destinados à comercialização: justificativa técnica
detalhada e declaração do importador, assinada pelo responsável técnico, informando
que os lotes-piloto a serem produzidos não serão comercializados.
Art. 15. As AI, AIE e AIP possuem validade de 1 (um) ano a contar da data de sua
emissão, sendo este o prazo final para o embarque da carga no exterior.
Parágrafo único. Para fins de fiscalização e liberação da carga pela Anvisa, a validade de
que trata o caput deste artigo será automaticamente estendida por 60 (sessenta) dias,
desde que a carga tenha sido embarcada no exterior dentro do prazo de validade da
Autorização.
Art. 16. Independem de Autorização de Importação as substâncias das listas C1, C2 e C5
do Anexo I da Portaria SVS/MS nº 344, de 1998, bem como os medicamentos que as
contenham.
Art. 17. Quando destinada a unidades de perícia criminal oficiais, laboratório de referência
analítica, instituição de ensino ou pesquisa, inclusive suas fundações de apoio, a importação
das substâncias, plantas e medicamentos pode ser solicitada por meio de AIE.
Art. 18.
As AI,
AIE e AIP
são emitidas
em 3 (três)
vias, para
os seguintes
destinatários:
I - primeira via: Anvisa;
II - segunda via: importador; e
III - terceira via: autoridade competente do país exportador.
Parágrafo único. A primeira via fica retida na Anvisa, sendo o importador o responsável
pelo envio da terceira via à autoridade competente do país exportador.
Art. 19. Estão sujeitas ao endosso pela autoridade sanitária competente, por meio do
Sistema NDS, todas as importações de substâncias das listas A1, A2, A3, B1, B2, C3, D1,
F1, F2, F3 e F4, e de plantas sujeitas a controle especial, constantes do Anexo I da
Portaria SVS/MS nº 344, de 1998, bem como dos medicamentos que as contenham.
Art. 20. Quando exigido pela autoridade do país exportador e não for aplicável a emissão
de AI, o importador pode solicitar à Anvisa a emissão de Certificado de Não Objeção para
Importação (CNI)
para determinada substância ou
planta, bem como
para os
medicamentos que as contenham.
Parágrafo único. O CNI não é vinculado ao exportador ou às diferentes funções químicas
de uma mesma substância, sendo possível a emissão de um único certificado para a
realização das importações que ocorrerem no período de validade do documento.
Art. 21. A solicitação de CNI deve ser feita por meio de formulário de petição, preenchido
no que couber.
Parágrafo único. A documentação de que trata o caput deste artigo deve ser protocolada
junto à Anvisa, devidamente assinada pelo representante legal e pelo responsável técnico
do importador.
Art. 22. A validade do CNI é de 3 (três) anos.
Art. 23. O CNI é emitido em 2 (duas) vias, para os seguintes destinatários:
I - primeira via: Anvisa; e
II - segunda via: importador.
§1º A primeira via fica retida na Anvisa, sendo o importador o responsável pelo envio da
segunda via à autoridade competente do país exportador.
§2º Caso a autoridade competente do país exportador exija a apresentação de via
original do CNI, a segunda via do documento poderá ser solicitada, quantas vezes forem
necessárias, durante todo o período de sua validade.
Art. 24. A importação das substâncias, plantas e medicamentos sujeitos a controle
especial deve ocorrer obrigatoriamente pelo registro de Licença de Importação no
§1º A importação de que trata o caput deste artigo requer autorização prévia favorável
de embarque da Anvisa, submetendo-se, posteriormente, à fiscalização pela autoridade
sanitária antes de seu desembaraço aduaneiro, por meio de petição para fiscalização e
liberação sanitária, definida na Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 81, de 5 de
novembro de 2008, e suas atualizações ou outra que vier a substitui-la.
§2º Excetua-se do previsto no §1º deste artigo a importação das substâncias das listas
C1, C2 e C5 do Anexo I da Portaria SVS/MS nº 344, de 1998.
§3º Excetua-se do previsto no caput deste artigo a importação de bens e produtos sob
vigilância sanitária destinados à pesquisa científica ou tecnológica, realizada por
pesquisadores ou Instituições
Científica, Tecnológica e de
Inovação devidamente
credenciados pelo CNPq conforme Resolução de Diretoria Colegiada - RDC n° 172, 8 de
setembro de 2017, quando pela modalidade Remessa Expressa.
Art. 25. É vedado o regime de trânsito aduaneiro à importação de bens e produtos à
base de substâncias das Listas A1, A2, A3, B1, B2, C3, D1, F1, F2, F3 e F4 e de plantas
sujeitas a controle especial, constantes do Anexo I da Portaria SVS/MS nº 344, de
1998.
Seção III
Liberação Sanitária
Art. 26. O importador deve solicitar a liberação sanitária do produto importado à
autoridade sanitária, por meio de petição de aditamento ao processo de importação na
Anvisa, conforme definido na Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 81, de 2008, e
suas atualizações ou outra que vier a substitui-la.
Art. 27. Para os casos excepcionais em que houver a necessidade de alteração do
quantitativo ou de unidades de produto para valor inferior ao autorizado, o importador
deve requerer, junto à Anvisa, a Autorização para Fim de Desembaraço Aduaneiro (ADA),
mediante petição instruída com os seguintes documentos:
I - formulário de petição preenchido, no que couber;
II - justificativa técnica da solicitação; e
III - cópia da fatura comercial, contendo a alteração pleiteada.
Parágrafo único.
A ADA terá
a mesma
validade da respectiva
Autorização de
Importação.
Art. 28. A ADA é emitida em 2 (duas) vias, com os seguintes destinatários:
I - primeira via: Anvisa sede; e
II - segunda via: importador.
Art. 29. Nos casos em que a carga contiver quantitativos ou unidades superiores ou
divergentes àqueles constantes da AI, e for autorizado o desdobro de carga pela Receita
Federal do Brasil, quantitativos ou unidades previamente autorizadas poderão ser
internalizadas.
Parágrafo único. O quantitativo não autorizado resultante do desdobro tratado no caput
deste artigo deverá ser devolvido ao país de origem, mediante o atendimento ao
disposto na Seção IV deste Capítulo.
Seção IV
Devolução ao Exterior
Art. 30. Quando não ocorrer a efetivação do desembaraço aduaneiro das substâncias e
plantas sujeitas a controle especial, bem como dos medicamentos que as contenham, tais
produtos devem ser devolvidos ao país de origem após verificação pela Autoridade
Sanitária do Posto da Anvisa do local em que a carga se encontra.
§1º Para realizar a devolução prevista no caput deste artigo o importador deve cumprir
as exigências dispostas na Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 81, de 2008 e suas
atualizações, bem como nas demais legislações específicas.
§2º Caso seja constatada a impossibilidade da devolução da carga por motivos técnicos
ou legais, a Anvisa poderá excepcionalmente autorizar a destruição em território
nacional.
Seção V
Exportação
Art. 31. Para exportar as substâncias constantes das listas A1, A2, A3, B1, B2, C3, D1, F1,
F2, F3 e F4, e plantas sujeitas a controle especial, constantes do Anexo I da Portaria
SVS/MS nº 344, de 1998, bem como os medicamentos que as contenham, o exportador
deve requerer a Autorização de Exportação (AEX).
Art. 32. A solicitação de AEX deve ser realizada eletronicamente por meio do Sistema
NDS, conforme o procedimento descrito na Seção VI.
Art. 33. O exportador deverá protocolar na Anvisa o documento original da autorização
de importação ou documento similar emitido pela autoridade competente do país
importador.
Art. 34. A AEX terá a mesma validade da autorização de importação ou documento
similar emitido pela autoridade competente do país importador ou, na ausência desses,
será válida por 6 (seis) meses.
Art. 35. Independem de AEX as substâncias das listas C1, C2 e C5 do Anexo I da Portaria
SVS/MS nº 344, de 1998, bem como os medicamentos que as contenham.
Art. 36. A Anvisa emitirá a AEX em 3 (três) vias, com os seguintes destinatários:
I - primeira via: Anvisa;
II - segunda via: exportador; e
III - terceira via: autoridade competente do país importador.
Parágrafo único. A primeira via fica retida na Anvisa, sendo o exportador o responsável
pelo envio da terceira via à autoridade competente do país importador.
Art. 37. Quando exigido pela autoridade do país importador e não for aplicável a emissão
de AEX, o exportador pode solicitar à Anvisa a emissão de Certificado de Não Objeção
para Exportação (CNE) para determinada substância ou planta, bem como para os
medicamentos que as contenham.
Parágrafo único. O CNE não é vinculado ao importador ou às diferentes funções químicas
de uma mesma substância, sendo possível a emissão de um único certificado para a
realização das exportações que ocorrerem no período de validade do documento.
Como citar: Portaria SVS/MS nº 344 — de 1998, que a pessoa jurídica poderá importar, em caráter, Diário Oficial da União, Seção 1, Edição 1, 31/03/2022, p. 331