Diário Oficial da União - Seção 1
Página do DOU de 04/05/2016 — Seção 1
- Seção
- Seção 1
- Data
- Edição
- 1
- Página
- 6
Documento assinado digitalmente conforme MP n
Produção e disseminação da informação
Realizar estudo sobre Juventude Rural e Meio Ambiente.
Estudo realizado
MMA
Produção e disseminação da informação
Realizar estudo sobre Juventude Rural LGBT.
Estudo realizado
MDA e MMIRJDH
Produção e disseminação da informação
Construir indicadores sobre juventude rural com foco no diagnóstico, monitoramento e avaliação
das proposições deste Plano.
Número de indicadores criados, acompanhados
e avaliados
MDA e INCRA
Produção e disseminação da informação
Divulgar informações de políticas, editais e materiais sobre juventude e desenvolvimento rural por
meio de aplicativo e de mídias sociais.
Aplicativo criado e informações disseminadas
pelas redes sociais
MDA
Produção e disseminação da informação
Produzir cartilhas orientadoras para o acesso às políticas públicas da juventude rural.
Cartilhas publicadas e divulgadas
MDA e MMIRJDH
Produção e disseminação da informação
Elaborar seção de "Perguntas Frequentes" sobre as políticas públicas da juventude rural.
Seção "Perguntas Frequentes" criada, divulgada
e atualizada
MDA
Produção e disseminação da informação
Realizar estudos sobre juventude e trabalho assalariado rural prioritariamente entre os setores com
maior presença da força de trabalho juvenil.
Estudo realizado
MTPS
DECRETO N
o- 8.737, DE 3 DE MAIO DE 2016
Institui o Programa de Prorrogação da Licença-Paternidade para os servidores regidos pela Lei nº 8.112, de 11 de dezembro
de 1990.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição
que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, e tendo
em vista o disposto na Lei nº 11.770, de 9 de setembro de 2008,
Art. 1º Fica instituído o Programa de Prorrogação da Licença
Paternidade para os servidores regidos pela Lei nº 8.112, de 11 de
dezembro de 1990.
Art. 2º A prorrogação da licença-paternidade será concedida
ao servidor público que requeira o benefício no prazo de dois dias úteis
após o nascimento ou a adoção e terá duração de quinze dias, além dos
cinco dias concedidos pelo art. 208 da Lei nº 8.112, de 1990.
§ 1º A prorrogação se iniciará no dia subsequente ao término
da licença de que trata o art. 208 da Lei nº 8.112, de 1990.
§ 2º O disposto neste Decreto é aplicável a quem adotar ou
obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança.
§ 3º Para os fins do disposto no § 2º, considera-se criança a
pessoa de até doze anos de idade incompletos.
Art. 3º O beneficiado pela prorrogação da licença-paternidade não poderá exercer qualquer atividade remunerada durante a
prorrogação da licença-paternidade.
Parágrafo único. O descumprimento do disposto neste artigo
implicará o cancelamento da prorrogação da licença e o registro da
ausência como falta ao serviço.
Art. 4º O servidor em gozo de licença-paternidade na data de
entrada em vigor deste Decreto poderá solicitar a prorrogação da
licença, desde que requerida até o último dia da licença ordinária de
cinco dias.
Art. 5º O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
poderá expedir normas complementares para execução deste Decreto.
Art. 6º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 3 de maio de 2016; 195º da Independência e 128º
da República.
DILMA ROUSSEFF
Valdir Moysés Simão
DECRETO N
o- 8.738, DE 3 DE MAIO DE 2016
Regulamenta a Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, e a Lei n° 13.001, de 20
de junho de 2014, para dispor sobre o processo de seleção das famílias beneficiárias
do Programa Nacional de Reforma Agrária,
e dá outras providências.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição
que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, e tendo
em vista o disposto nos arts. 17 a 22 da Lei nº 8.629, de 25 de
fevereiro de 1993, e no art. 22 da Lei nº 13.001, de 20 de junho de
2014,
Art. 1º A seleção das famílias candidatas a beneficiárias do
Programa Nacional de Reforma Agrária - PNRA, a verificação das
condições de permanência do beneficiário no Programa e das ocupações irregulares dos projetos de assentamento, a titulação provisória
e definitiva das parcelas concedidas e a destinação de áreas remanescentes em projetos de assentamento da reforma agrária ocorrerão
na forma definida neste Decreto.
Art. 2º Considera-se reforma agrária o conjunto de medidas
que visam a realizar uma melhor distribuição da terra com acesso a
políticas públicas para promover o desenvolvimento social e econômico das famílias beneficiárias.
Parágrafo único. No âmbito da administração pública federal,
a reforma agrária será executada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - Incra, a quem compete promovê-la em
articulação com os demais entes de todos os níveis governamentais
responsáveis pelas políticas públicas complementares e necessárias à
efetivação do programa.
Art. 3º Para fins deste Decreto, considera-se:
I - unidade familiar - grupo de pessoas que morem no mesmo domicílio, composto pelos representantes candidatos e demais
integrantes;
II - renda familiar mensal per capita - valor total dos rendimentos mensais da unidade familiar, denominado de renda bruta familiar, dividida pelo número dos integrantes da referida unidade familiar;
III - pessoa que trabalha em imóvel desapropriado como
posseiro, assalariado, parceiro ou arrendatário - pessoa que conste no
Laudo Agronômico de Fiscalização - LAF, nestas condições;
IV - agricultor ou trabalhador rural - pessoa que pratique
atividade agrícola ou não agrícola no meio rural;
V - família em situação de vulnerabilidade social - família
que apresente sinais de desnutrição, condições precárias de moradia e
saneamento ou ausência de emprego, e outros fatores que componham
risco social, nos termos da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993;
VI - acampamento - conjunto de famílias em situação de
vulnerabilidade social, habitantes de uma mesma localidade, que demandem ações do Incra para sua inclusão no PNRA;
VII - projeto de assentamento - unidade territorial destinada
ao assentamento de famílias de agricultores ou trabalhadores rurais
criada ou reconhecida pelo Incra;
VIII - entidade representativa - entidade ou organização,
formal ou informal, que, isolada ou cumulativamente, preste atendimento, assessoramento e defesa e garantia de direitos às famílias
em situação de vulnerabilidade social, nos termos do art. 3º da Lei nº
8.742, de 1993;
IX - território de reforma agrária - espaço territorial definido
para atuação prioritária do Incra em decorrência de existência de
tensão social no campo, conflitos sociais e agrários, violência no
campo, concentração de acampamentos de trabalhadores rurais e concentração de projetos de assentamentos de reforma agrária criados ou
reconhecidos pelo Incra;
X - trabalhadores rurais desintrusados - pessoas ou famílias
retiradas de imóveis em terras indígenas ou territórios quilombolas
para a regularização dessas áreas;
XI - família beneficiária - família selecionada e incluída na
Relação de Beneficiários do projeto de assentamento; e
XII - família assentada - família com contrato de concessão
de uso assinado ou documento equivalente no caso de reconhecimento
de projeto estadual ou outro que não tenha sido criado pelo Incra.
CAPÍTULO I
DA SELEÇÃO DAS FAMÍLIAS BENEFICIÁRIAS DO
PROGRAMA NACIONAL DE REFORMA AGRÁRIA
Art. 4º A seleção das famílias candidatas ao PNRA será
realizada por assentamento ou parcelas específicas, conforme a disponibilidade de áreas ou lotes para o assentamento.
Art. 5º O processo de seleção inicia-se com a inscrição da
unidade familiar perante o Incra, seguida da validação ou do deferimento da inscrição, da classificação dos candidatos e encerra-se
com a homologação dos beneficiários nas parcelas.
Art. 6º A inscrição poderá ser feita por qualquer interessado
de forma individual ou coletiva.
§ 1º A inscrição coletiva ocorrerá quando grupos de famílias
reivindicarem determinados imóveis específicos e se efetivará por
meio de entidade representativa, a qualquer tempo, quando a área
para o assentamento ainda não estiver identificada ou não houver
disponibilidade imediata de área para o assentamento, ou por período
certo e determinado, quando se tratar de seleção para a destinação de
parcela já conhecida.
§ 2º Para se candidatar a uma parcela da reforma agrária, o
interessado deverá estar inscrito no Cadastro Único para Programas
Sociais - CadÚnico do Governo federal, na forma do Decreto nº
6.135, de 26 de junho de 2007.
§ 3º O Incra manterá sistema informatizado com o registro
de todas as pessoas inscritas como candidatos ao PNRA.
§ 4º A inscrição das famílias estará relacionada a um território de reforma agrária específico.
Art. 7º Não poderá ser beneficiário do PNRA e terá indeferida ou não validada sua inscrição, quem:
I - for servidor ou exercer função pública profissional, autárquica, em órgão paraestatal ou se achar investido de atribuições
parafiscais;
II - tiver sido excluído ou se afastado de programa de reforma agrária, de regularização fundiária ou de crédito fundiário sem
consentimento do seu órgão executor;
III - for proprietário rural, exceto o desapropriado do imóvel
e o agricultor cuja propriedade seja insuficiente para o sustento próprio e o de sua família;
IV - for proprietário, quotista ou acionista de sociedade empresária em atividade;
V - for menor de dezoito anos, não emancipado na forma da
lei civil; ou
VI - auferir renda proveniente de atividade não agrícola
superior a três salários mínimos mensais ou meio salário mínimo per
capita.
§ 1º As disposições constantes no inciso II do caput se
aplicam aos cônjuges e conviventes, inclusive em regime de união
estável, salvo em caso de separação judicial ou de fato, e apenas em
relação ao cônjuge que não tenha permanecido com a parcela após a
separação.
§ 2º Não perderá a condição de beneficiário aquele que, após
adquirir a condição de assentado, passe a se enquadrar nos incisos I,
III, IV e VI do caput.
Art. 8º Desde que não se enquadre nos impedimentos previstos no art. 7º, poderá ser beneficiário do PNRA o candidato que
exerça mandato de representação sindical, associativa ou cooperativa
e restar comprovada a compatibilidade do exercício do mandato com
a exploração da parcela pelo núcleo familiar.
Parágrafo único. Ato do Ministro de Estado de Desenvolvimento Agrário disporá sobre situações excepcionais de enquadramento de candidato como beneficiário do PNRA em razão da especificidade de suas condições ou da prestação de serviços de interesse
comunitário, desde que compatível com a exploração da parcela.
Art. 9º A classificação dos candidatos que tiverem suas inscrições validadas ou deferidas será feita observada, sucessivamente, a
preferência:
I - ao desapropriado, ao qual será assegurada prioridade para
a parcela na qual se situe a sede do imóvel, hipótese em que esta será
excluída da indenização paga pela desapropriação;
II - a quem trabalhe no imóvel desapropriado na data da
vistoria de classificação e aferição do cumprimento de sua função
social, como o posseiro, o assalariado, o parceiro ou o arrendatário,
conforme identificação expressa no LAF do Incra ou comprovação
mediante documentação idônea;
Como citar: DECRETO N — Diário Oficial da União, Seção 1, Edição 1, 04/05/2016, p. 6